quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coaching, Arte, Amor e Ilusão

(Texto em versão BETA. Em modificação)

Coaching, Arte, Amor e Ilusão ou fazendo coaching com um martelo.

Partimos de um conceito de Aprendizagem Organizacional de Peter Senge. Aprender, no sentido sistêmico e abrangente do termo, significa ser capaz de transformar-se, de modo a modificar a própria estrutura de comportamento, tornando-a mais eficaz no sentido de perseguir os valores essenciais da própria pessoa, grupo social ou comunidade*1. .

Revista Você RH relatou: "Em 2008, mais de 40% dos CEOs e 90% dos altos executivos americanos já utilizaram a técnica de Coaching. Na Inglaterra, segundo a Bristol University, 88% das organizações também são adeptas da prática atualmente. No Brasil não há dados consolidados". Isto pode significar que o Coach ajudou neste processo de auto-transformação do cliente e as empresas obtiveram o resultado esperado. Em seguida, a própria revista faz uma advertência: Primeiro foram os consultores. Depois, as empresas de recolocação de profi ssionais. Daí, vieram os MBAs. E, hoje, a solução corporativa que mais cerca os executivos de recursos humanos se chama coaching.

Lógico, o processo de Coaching não foi empurrado de Guela abaixo nos clientes. Esses em algum momento o aceitaram ou até mesmo o pediram. Mas mesmo com toda essa pressão do mercado, mídia ou qualquer nome para a entidade sem corpo que possa levar a culpa, não é fácil compreender essa explosão pela procura do serviço. O autor desse texto também trabalha como Coaching. Eu só sinto algumas coisas estranhas. Vejamos o que  Istvan Mészáros diz: 

a verdade é que em nossas sociedades tudo está "impregnado de ideologia", quer a percebemos, quer não. Além disso, em nossa cultura liberal-conservadora o sistema ideológico socialmente estabelecido e dominante funciona de modo a apresentar - ou desvirtuar - suas próprias regras de seletividade, preconceito, discriminação e até a distorção sistemática como "normalidade", "objetividade" e "imparcialidade científica".

A minha estranheza é em relação a situação do ser humano nesse processo. Claro, a revista Você RH na continuação da matéria esclarece: “É preciso haver uma clareza desde o princípio entre coach, coachee e, especialmente, o superior dele, ou seja, o cliente.” Esse tripé é reconhecido como relação triangular (empresa, profissional e coach) e faz da técnica uma ferramenta de negócio. O objetivo é gerar o desenvolvimento do executivo para atingir resultados na empresa. Esse desenvolvimento pode estar ligado a questões de performance ou de comportamento. Por esse motivo, é fundamental mensurar o quanto de retorno o processo está trazendo para a companhia. Porém, como vimos há uma pressão por resultados (mensurar o quanto de retorno) e que hoje a solução corporativa da moda é o Coaching. Eu fico me perguntando como fica a situação do Ser Humano na empresa. Não estou perguntando sobre a situação do funcionário, colaborador, profissional ou associado. 


As minhas indagações martelavam a minha cabeça e ao assistir o filme: Arte  Amor e Ilusão. Percebi que os artistas já as haviam percebido algo. No filme, um pacato jovem adulto conhece uma mulher que o ajuda na auto-transforma, apenas fornecendo atenção, "carinho", dicas e incentivo. 



Por favor, se você ouvir que o inicio do filme é parado, monótono, pergunte para a pessoa que disse, se ela leu o livro: São Bernado do Graciliano Ramos. Pare o assunto e corra para a locadora. Assim como o livro, o diretor consegue, através do maravilhoso estilo de contar a historia, fazer o espectador sentir o drama da vida pacata do personagem até conhecer a sua "coach" e iniciar as transformações.







O conteúdo do livro tem relações com o do filme. Vale a dica de leitura do livro. Veja também este site com uma explicação do livro: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/s/sao_bernardo  




Para finalizar essa postagem, retornemos ao objetivo da Aprendizagem, que para mim, é viver Valores Essenciais da própria pessoa, grupo social e comunidade. Para mim, isso está inteiramente ligado a Educação e a integração do Ser Humano como um todo: racional, emocional, físico e espiritual. 

Mais sobre o tema leia o artigo da Filosofa Viviane Mosé: http://hilarioseara.blogspot.com/2010/05/artigo-fragmentacao-do-ensino-de.html
A reportagem da revista VOCÊ RH copleta: http://hilarioseara.blogspot.com/2010/05/industria-do-coaching-cuidado.html

Há também o filme EL Método em Português: O QUE VOCÊ FARIA?
Não tão bom quanto o Arte, Amor e Ilusão, mas muito instigante sobre o tema Ser Humano X Empresa X Comunidade
El Método Grönholm (2003) é uma peça de teatro escrita pelo autor catalão Jordi Galcerán. A peça serviu de inspiração para o filme El Método, do diretor argentino Marcelo Piñeyro (“Kamchatka”, 2002)Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

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