sexta-feira, 20 de maio de 2016

As 3 armadilhas ao seu empreendimento

No vídeo #04 ( Como lidar com as pessoas com quem você vai viver o que quer ), você aprende estrategias e maneiras para lidar com grupos aos quais você pertence ou não. Como também, vai entrar em contato com as 3 armadilhas ao seu empreendimento. 




Essas armadilhas sabotam os planos, a preparação e a execução das ações para a realização dos objetivos, tanto nos períodos das vacas gordas, por não estar se preparando para avançar ainda mais ou se prevenir para uma mudança de rumo da situação, quanto no período das vacas magras, por não conseguir ver as oportunidades fora da caixinha do modelo mental. Por isso, a avaliação dos alicerces do seu modelo mental é fundamental para criar novos rumos ou alinhas esforços para a realização dos objetivos pessoais e empresariais.

Perceba que o Mindset (modelo mental) é uma parte essencial para o seu negócio. Como também a estratégia de Marketing utilizada. Logo, esses 3 fatores (Mindset, Negócio e Marketing) em combinação farão a diferença que fazem toda a diferença. 

Veja o vídeo 4 na Integra


Atenciosamente
Hilário Seara

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A série de vídeos do kit básico para você alcançar o que quer



#01 Como evitar os 5 atrasos que sabotam você de viver o que quer
#02 Os 3 alicerces que sustentam o seu modelo mental
#03 Como lidar com as Emoções Negativas para alcançar o que você quer
#04 Como lidar com as Pessoas com quem você vai viver o que quer





Mais informações no www.hilarioseara.com

terça-feira, 8 de março de 2016

A Musa e a Dança / Gilligan em ação na formação em Coaching Generativo

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Há algum tempo atrás, ela me disse: "Eu sou sua, não me devolva para o meu self". Eu achei aquilo muito estranho no meu mundo cartesiano, eu não entendia os movimentos, não entendia toda a que aquela cena, não entendia toda aquela generatividade. Mas um dia, aconteceu o milagre, por alguns segundos eu acordei e aquelas palavras fizeram todo o sentido:


"o universo se move.
A vida é um baile.
Nós não somos os dançarinos,
Nós somos a dança"

Níveis Neurológicos por Dilts no Generativo relatado pela Musa


Ela olhou para mim, riu e disse: "Não basta #focarna #perfomance e nos #resultados sem ter a noção da relação das partes e do todo. Quando você tem uma #intenção de criar algo no mundo, algumas perguntas surgem: Qual é a visão de mundo que você está compartilhando com a comunidade ao ter essa intenção ? Qual a missão sua com essa intenção? Quando, quanto e onde, você ambiciona criar? Qual é o seu papel nessa criação? "



Ela continuou com o olhar compassivo e voz calma:
"Quando estamos alinhados nos diversos níveis, as#competências se desenvolvem e os #resultados fluem mais naturalmente e há um maior número de benefíciarios! O verdadeiro #sucesso é ser #felizjuntos. Essas divergências em polaridades não agregam. Essas partes precisam ser ouvidas. Não são inimigas naturais. Qual é a intenção de cada uma? A visão? A missão? ..."

Então, ela concluiu: 
"Nós não precisarmos apenas de soluções! Precisamos aprender a ver o outro e a reconhecer o outro em nós mesmos. Assim, poderemos viver o#amor entre nós e possivelmente haverá mais "compaixão" e "gratidão" no planeta.".

domingo, 20 de dezembro de 2015

ZIZEK por DUKEN

Christian Dunker responde sobre Metas e Desejos

Como você avalia a tradição de criar metas para o ano seguinte? 
Como parar de fumar ou emagrecer, metas são formas de objetivar os desejos, expressar o que queremos em termos tangíveis. Cada um deveria ter condições de imaginar que seus próprios desejos não se resumem apenas a metas e objetivos, eles são apenas pontos na direção disso. Quando identificamos desejos com metas, empobrecemos, como se reduzíssemos nosso sonhar ao tamanho delas. Descobrir desejos envolve um exercício maior da nossa atividade de memória e imaginação. O desejo é muito mais que querer fazer uma viagem ou alcançar um título. Mas como, em geral, não queremos um balanço que dê muito trabalho, não nos propiciamos a uma grande investigação sobre o que queremos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Observatório da Imprensa entrevista o sociólogo Zygmunt Bauman

Entrevista Imperdível com Zygmunt Bauman! 52 minutos de reflexões sobre o Amor Líquido, sobre o Medo Líquido, sobre responsabilidades no gerenciamento, sobre o par conhecimento / Sabedoria e muito mais....

A falácia da liberação sexual e as novas formas de dominação

LinK: http://www.catarticos.com.br/doce/liberacao-sexual-vs-novas-formas-de-dominacao/



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Genealogia da moral uma polemica friedrich nietzsche

Link: 
https://territoriosdefilosofia.wordpress.com/2015/10/20/genealogia-da-moral-uma-polemica-friedrich-nietzsche/.

sábado, 26 de setembro de 2015



Eu vejo as pessoas se definirem como sistêmico e continuam a repetir o velho pensamento cartesiano... nessa matéria do Estadão a minha amada Cornelia Benesch Bonenkamp, explica o que é o pensamento sistêmico (nas Constelações, nas empresas e na Vida).



Vire explorador

CORNELIA BENESCH BONENKAMP
23 Setembro 2015
O que você vê?

Algumas pessoas talvez digam: dois homens; ou Obama; ou Obama dando uma medalha; ou Obama e Daniel Kahneman; ou Obama dando a medalho do prêmio Nobel de economia a Daniel Kahneman, que escreveu também o livro: Rápido e Devagar – duas formas de pensar.
A foto é a mesma para todos nós, porém cada um de nós conecta com informações diferentes.
O que faz as pessoas verem coisas diferentes? Depende da nossa cultura, dos nossos contextos, grupos sociais, de nossos padrões emocionais, do nosso conhecimento e….
Tudo isto determina a nossa observação e a maneira de lidar com ela. Somos todos limitados pela nossa observação e no dia dia não temos essa consciência.
Como?
Somos todos criados no pensamento cartesiano, mecanicista onde num piloto automático, a base de padrões inconscientes, julgamos: bom ou mau, certo ou errado.  Nessa forma de avaliação não pesquisamos ou exploramos os custos benefícios de uma decisão.
Imagine que uma informação é como um bolo. No pensamento cartesiano, mecanicista, gostamos e comemos ou não gostamos e jogamos fora. Focados no resultado, não exploramos o que faz o bolo ser do jeito que é. No pensamento sistêmico/complexo pesquisamos, exploramos, sem julgar, os ingredientes do bolo. Conhecendo os ingredientes, sabemos quais precisamos usar na próxima vez e o que mais deveríamos acrescentar para obter o resultado que queremos.
Dificuldade com o chefe. Ele é uma pessoa ruim. Não quero mais trabalhar na empresa. Nos despedimos internamente da empresa, do trabalho. Dessa forma estamos no piloto automático, julgando.
OU podemos pesquisar. O que faz a dificuldade acontecer? Qual é a minha parte do incomodo? Qual a parte do ambiente do trabalho? Da cultura ou das regras conscientes ou inconscientes da empresa? Tenho clareza na minha função? Quais os ingredientes da dificuldade? Conhecendo-os e aprendendo com a dificuldade, ela nunca mais aparecerá do mesmo jeito. Deveríamos colocar as dificuldades num prato de ouro, pois são oportunidades para aprender e crescer.
O pensamento cartesiano/mecanicista tem vantagens:
Excelente para máquinas, muito rápido e simples, não requer energia.
Porém, queremos solucionar problemas no trabalho, com a empresa e na sociedade da mesma forma como solucionamos a dificuldade de falta de luz trocando uma lâmpada.
Acreditamos que sabemos o que resolve.
Uma ilusão criada de que podemos, que sabemos tudo. O indivíduo é o foco e está no foco de tudo; pode tudo ou é o culpado.
O uso dessa forma de ver o mundo/a vida tem consequências graves.
Inconscientemente, dividimos o mundo entre o certo e o errado e a nossa visão do mundo vira realidade, vira o nosso filtro de observação no qual percebemos e encaixamos pessoas, fatos e informações. E o que não se encaixa, excluímos.
Para ter sucesso precisamos pensar e agir fora da caixa, sair de círculos viciosos, explorar o desconhecido.
Precisamos pensar e agir percebendo o outro e as regras dos sistemas que pertencemos, que nos movimentam.
Devemos ver pessoas, informações, empresas, dificuldades na sua complexidade, saber das novas descobertas da neurociência e como funciona o ser humano em grupo. Quais os impactos dos sistemas no ser humano? Precisamos explorar o que é de vários ângulos. Na avaliação de certo e errado ou bom e mal, não exploramos.
Percebendo o que é na sua complexidade, mais conscientes, as decisões se tornam mais sólidas, a nossa COMUNICAÇÃO melhora DRASTICAMENTE e consequentemente conectamos e vivemos com mais SUCESSO.
Explore e pergunte!
Nos escreva e compartilhe sua dificuldade.
cornelia.benesch@gmail.com.

FONTE:
http://economia.estadao.com.br/blogs/lentes-de-decisao/vire-explorador/

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Incrível análise comparativa entre o filme Relatos Selvagens e Hamlet! 14 minutos de duração. Leandro Karnal



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Simplicidade Voluntária / Gastar a vida / Pepe Mujica

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5 Depressing Side Effects No One Tells You About Moving Abroad

Link original
http://elitedaily.com/life/culture/what-to-know-moving-abroad/1075004/


During the past 10 years, I’ve lived in five different countries.
It’s been an amazing journey that has taught me more about life, love and fear than any education or self-help book ever could.
To build a new existence far away from everything you know and believe in is the most powerful feeling in the world.
People who have moved abroad will nod their heads in agreement.
They will tell you that traveling has broadened their horizons, made them more open-minded and has shown them what truly matters in life.
What they won’t tell you is it’s also the loneliest, most alienating and most guilt-ridden thing they have ever done.
In expat land, fairytales don’t exist. Here are five things that are bound to happen if you decide to leave your home behind:

1. Your loved ones will be devastated.

No matter how you try to sugarcoat it, moving abroad is essentially a selfish choice.
It’s great that you’re living your dream and are choosing the life (you think) you want, but really, you’re not making anyone happy but yourself.
If you’re blessed with amazing family and friends, they will do anything to hide their true feelings from you.
They don’t want to burden you with their doubts, fears and “what on earth are you doing?!” thoughts. They will tell you, “If you’re happy, we’re happy, too!”
My parents did an impressive job. By the time I left for Los Angeles, I was convinced my upcoming adventure was as exciting to them as it was to me.
I was so busy with me, me and me, that I was completely and utterly oblivious to their pain. That day at the airport, I saw a sadness in my parents’ eyes that I had never seen before.
When, after our final goodbyes, I turned around one more time, they looked fragile, lost and 10 years older. My adventure was their misery.

2. You’ll feel guilty all the time.

Two months after I moved to Los Angeles, a good friend of mine received a devastating cancer diagnosis.
I tried to be there for her on the phone and via email, but I knew all she really needed was a big hug and my shoulder to cry on.
When my 80-year-old grandma fell down the stairs and called me from the hospital, sad and lonely, she said, “When are you coming to visit, sweetheart?”
I wasn’t there for the lows, and I wasn’t there for the highs. Over the past few years, I’ve missed most of my friends’ bachelorette parties, birthdays, baby showers and weddings.
These were events I always thought I could do without, until I was introduced to the short, but oh-so-painful silence that followed almost all of my “I’m sorry, but I won’t be able to make it” announcements.
When you move to the other side of the globe, time and financial constraints will inevitably determine the social choices you make.
Attending a friend’s wedding may prevent you from being there for your dad’s 60th birthday or your sister’s graduation. How do you choose? How do you justify the choices you make?
Even though I know it’s my life and I get to decide how I live it, my moving abroad has made me feel like a horrible (grand) daughter and friend many a time.

3. You’ll feel really, really lonely.

I’ve always been fortunate to be surrounded with many wonderful people. When moving to yet another country, I never had a problem meeting people to hang out and explore my new town with.
However, even though I was never really alone, I experienced a deep sense of loneliness I’d never known before.
I’ll never forget my first American Christmas, spent with a roommate I’d met three weeks beforehand and her family.
I was overwhelmed by their kindness, but I knew I was mainly invited out of pity.
Watching them and the love they shared made me feel like an intruder, like someone who didn’t belong.
It takes time to build meaningful relationships, so when moving abroad, you will inevitably spend a lot of time with people who are fun and exciting, but with whom you don’t share any memories or stories yet.
It’s like being back in college all over again, but this time, you’re on your own in a country far, far away from your loved ones.

4. You won’t fit in anymore.

Moving abroad has changed me in so many more ways than I ever imagined it would. I’ve discovered loves, passions and fears I never knew I had, and have abandoned old convictions and beliefs that just didn’t feel right anymore.
It’s a good change I’ve embraced fully, but it has also — very slowly and very subtly — alienated me from the people and place I used to call home.
When moving abroad, such an important and large chunk of your life and development is happening elsewhere, that fully identifying with what used to be becomes nearly impossible.
Instead, you find a new home in your new country that partially fills the void. However, since you lack roots and history in your new home, you will never, despite your best efforts, fit in 100 percent.
It’s why almost all globetrotters I’ve met throughout the years struggle with existential questions like, where do I belong? Where is home? Where do I want to grow old?
Unable to answer those questions, they often move again — and again, and again, and again. They are searching for that feeling of home they were once so eager to leave behind.

5. You’ll lose dear friends.

Friends you never thought you’d lose because you met in kindergarten, bonded during college or traveled Europe together, will soon grow apart.
For all the reasons mentioned above, moving abroad will change and sacrifice dear friendships. Of course, some will stick, but overall, most won’t.
It’s no one’s fault and it’s everyone’s fault.
You forget about their birthdays because you’re too busy hanging out with your new friends.
They blame you for attending your dad’s 60th birthday instead of their bachelorette parties.
You could try harder to squeeze more visits in. But, they could return the favor, and, for once, come your way as well.
Choosing different paths ends friendships, just like it ends most relationships. It’s inevitable, and it’s life, but that doesn’t make it easy. By losing friends, you lose a part of yourself and your history.
So has it been worth it? Do I regret taking the leap and choosing an international lifestyle? Yes and no, absolutely.
With great sacrifice comes great reward, so stay tuned for my upcoming pieces, and feel free to ask me any questions about moving abroad that you may have..

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Contardo Calligaris: "Não quero ser feliz. Quero é ter uma vida interessante"

Para mim é muito estranho quando alguém me diz que quer ser Feliz. Toda as emoções tem seu lugar no universo interno. Não há nada ruim ou que não deve ser experienciado. o único detalhe é saber como experiênciar. A raiva é uma força motriz para alavancar transformações. A tristeza é uma força para pedir apoio, entrar em comunhão como o outro.

No caso de Ser feliz, isso é uma interessante vibração para o universo, há uma leveza que é uma benção. Essa experiência é sentida através da mente cognitiva ou pela mente somática. Quer experimentar Isso? Respectivamente eu cito dois exercícios do Resurfacing do Avatar da Stars Edge. 1) Pense, eu "sou feliz" até sentir-se feliz. Pronto! Testou por 2 minutos?! 2) o segundo é Ria deliberadamente até sentir-se feliz.  Aja por 2 minutos. Pronto! 


Contardo Calligaris: "Não quero ser feliz. Quero é ter uma vida interessante"

"Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim."
Doutor em psicologia clínica e psicanalista, Contardo Calligaris estará na série especial do Fronteiras do Pensamento em Salvador no dia 01 de outubro. Último conferencista da edição 2015 na capital baiana, Calligaris argumenta que mais do que buscar permanentemente felicidade máxima, um arrebatamento mágico, deveríamos nos preocupar em tornar interessante nossa vida de todo dia. Confira na entrevista abaixo.
O que é felicidade hoje?
Não gosto muito da palavra felicidade, para dizer a verdade. Acho que é, inclusive, uma ilusão mercadológica. Oque a gente pode estudar são as condições do bem-estar. A sensação de competência no exercício do trabalho, já se sabe, é a maior fonte de bem-estar, mais que a remuneração. Nós temos um ideal de felicidade um pouco ridículo.
Um exemplo é a fala do churrasco. Você pega um táxi domingo ao meio-dia para ir ao escritório e o taxista diz: "Ah, estamos aqui trabalhando, mas legal seria estar num churrasco tomando cerveja". Talvez você ou otaxista sofram de úlcera, e não haveria prazer em tomar cerveja. Nem em comer picanha.
Mesmo que não vissem problema, pode ser que detestassem as pessoas lá e não se divertissem. Em geral, somos péssimos em matéria de prazer. Por exemplo, estamos sempre lamentando que nossos filhos seriam uma geração hedonista, dedicada a prazeres imediatos, quando, de fato, vivemos numa civilização muito pouco hedonista. Por isso, nos queixamos de excessos e nos permitimos prazeres medíocres ou muito discretos.
Mas continuamos acreditando que ser feliz é ter esses prazeres que não nos permitimos. E agora?
Ligamos felicidade à satisfação de desejos, o que é totalmente antinômico com o próprio funcionamento danossa cultura, fundada na insatisfação. Nenhum objeto pode nos satisfazer plenamente.
O fato de que você pode desejar muito um homem, uma mulher, um carro, um relógio, uma joia ou uma viagem não tem relevância. No dia em que você tiver aquele homem, aquela mulher, aquele carro, aquele relógio, aquela joia ou aquela viagem, se dará conta de que está na hora de desejar outra coisa. Esse mecanismo sustenta ao mesmo tempo um sistema econômico, o capitalismo moderno, e o nosso desejo, que não se esgota nunca. Então, costumo dizer que não quero ser feliz.. Quero é ter uma vida interessante.
Mas isso inclui os pequenos prazeres?
Inclui pequenos prazeres, mas também grandes dores. Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.
O que adianta garantir uma vida longa se não for para vivê-la de verdade? É isso que temos de nos perguntar?
Quem descreveu isso bem foi (o escritor italiano) Dino Buzatti, no romance O Deserto dos Tártaros. Conta a história de um militar que passa a vida inteira em um posto avançado diante do deserto na expectativa de defender o país contra a invasão dos tártaros, que nunca chegam. Mas tem um lado simpático na ideologia do preparo. É que está subentendida a ideia de que um dia a pessoa viverá uma grande aventura. Mas o que acontece, em geral, é que a preparação é a única coisa a que a gente se autoriza.
Então, pelo menos há um desejo de viver uma aventura?
Mas os sonhos estão pequenos. A noção de felicidade hoje é um emprego seguro, um futuro tranquilo, saúde e, como diz a música dos aniversários, muitos anos de vida. Acho estranho quando vejo alguém de 18 anos que, ao fazer a escolha profissional, leva em conta o mercado de trabalho, as oportunidades, o dinheiro... Isso nem passaria pela cabeça de um jovem dos anos 1960.
A julgar pela quantidade de fotos colocadas nas redes sociais de pessoas sorridentes, elas têm aproveitado a vida e se sentem felizes. Ou, como você aborda em uma crônica, hoje mais importante do que ser é parecer feliz?
O perfil é a sua apresentação para o mundo, o que implica um certo trabalho de falsificação da sua imagem e até autoimagem. Nas redes sociais, a felicidade  status. Mas esse fenômeno é anterior ao Facebook. Se você olhar as fotografias de família do final do século 19, início do 20, todo mundo colocava a melhor roupa e posava seriíssimo. Ninguém estava lá para mostrar que era feliz. Ao contrário, era um momento solene. É a partir dacâmera fotográfica portátil que aparecem as fotos das férias felizes, com todo mundo sempre sorridente.
E a gente olha para elas e pensa: "Eu era feliz e não sabia".
Não gosto dessa frase porque contém uma cota de lamentação. E acho que a gente nunca deveria lamentar nada, em particular as próprias decisões. Acredito que, no fundo, a gente quase sempre toma a única decisão que poderia tomar naquelas circunstâncias. Então, não vale a pena lamentar o passado. Mas é verdade que existe isso.
As escolhas ao longo da vida geram insegurança e medo. Em relação a isso, você diz que há dois tipos de pessoa: os "maximizadores", que querem ter certeza antes de que aquela é a opção certa, e a turma do "suficientemente bom". O segundo grupo sofre menos?
Tem uma coisa interessante no "maximizador": é como se ele acreditasse que existe o objeto mais adequado de todos, aquele que é perfeito. Mas é claro que não existe.
A busca da perfeição não gera frustração, pois sempre haverá algo que a gente perdeu?
Freud dizia que o único objeto verdadeiramente insubstituível para a gente é o perdido. E não é que foi perdido porque caiu do bolso. Ele fala daquilo que nunca tivemos. Então, faz sentido que nossa relação com o desejo seja esta: imaginamos existir algo que nunca tivemos, mas que teria nos satisfeito totalmente. Só não sabemos o que é.
Como nos livrar desse sentimento?
Temos de tornar cada uma de nossas escolhas interessante. Isso só é possível quando temos simpatia pela vida e pelos outros - o que parece básico, mas não é no mundo de hoje. Não por acaso, o grande espantalho do nosso século é a depressão. A falta de interesse pelo mundo e pelos outros é o que pode nos acontecer de pior.
Complica ainda mais o fato de, como você já abordou, enfrentarmos um dilema eterno: desejamos a estabilidade e também a aventura. Então, entramos em uma relação ou um emprego, mas sofremos porque nos sentimos presos e achamos que estamos deixando de viver grandes aventuras. Isso tem solução?
Não sei se tem solução. A gente vive mesmo eternamente nesse conflito. Agora, como cada um o administra é outra história. Pode-se optar por uma espécie de inércia constante, que será sempre acompanhada dasensação de que você está realmente desperdiçando seu tempo e sua vida, porque toda a aventura está acontecendo lá fora e, a cada instante, você está perdendo os cavalos encilhados que passam e não passarão nunca mais. Viver dessa maneira não é uma das opções. Mas você pode também, em vez disso, permitir se perder.
Permitir se perder no sentido de transformar a vida em uma eterna aventura?
Mas também nesse caso você terá coisas a lamentar. Eu, pessoalmente, fui mais por esse caminho. Mas opreço foi muito alto. Por exemplo, eu não estive presente na morte de nenhum dos meus entes próximos, porque morava em outro país e sempre chegava atrasado, no avião do dia seguinte. Hoje, por sorte, meu filho - que é grande, tem 30 anos - vive perto de mim. Por acaso, ele decidiu vir para o Brasil. Mas não o vi crescer realmente.
Para ser feliz, enfim, o segredo é não buscar a felicidade?
Isso eu acho uma excelente ideia. A felicidade, em si, é realmente uma preocupação desnecessária. Se meu filho dissesse "quero ser feliz", eu me preocuparia seriamente.
Preferia que dissesse o quê?
Só gostaria que ele me dissesse: “Estou a fim de…" A partir disso, qualquer coisa é válida. O que angustia é ver falta de desejo nas pessoas, em particular nos jovens. Agora, se ele está a fim de algo, mesmo que isso pareça muito distante do campo do possível dentro da vida que leva, eu acho ótimo..

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Os Vampiros Emocionais: 6 personalidades que sugam o seu bem-estar emocional

Algumas pessoas são capazes de esgotar suas reservas de otimismo e boas vibrações.

Você já deve ser se encontrado com algumas pessoas que transmitem bons valores e atitudes positivas. Normalmente, tendemos a querer ser amigos e estar em torno de tais pessoas, por razões óbvias.
No entanto, existe um outro tipo de indivíduos que tendem a enfraquecer o nosso estado emocional. As razões pelas quais os vampiros emocionais emanam sentimentos ruins nos outros são variados: pessimismo, egoísmo, narcisismo, imaturidade, falta de empatia …

Os ”vampiros emocionais”: pessoas que criam confusão por onde passam

Hoje vamos aprofundar a personalidade desses vampiros emocionais; indivíduos que, inconscientemente ou não, têm a capacidade de roubar a energia e a alegria das pessoas ao seu redor, criando uma aura de negatividade.
O principal problema que os vampiros emocionais causam não é apenas a atmosfera nublada da sua presença, mas como interagimos com eles diariamente, isso acaba gerando altos níveis de estresse e fadiga emocional.
Devemos considerar que o estado emocional das pessoas ao nosso redor, eventualmente, nos afeta: as emoções são contagiosas, tanto para o bem quanto para o mal. E quando as emoções negativas se mantém por um bom tempo, os problemas psicológicos (e até algumas doenças) podem começar a aparecer.
É por esta razão que, se não tivermos outra escolha a não ser conviver com um vampiro emocional, precisamos aprender a identificar as suas características distintivas e saber lidar com as suas más vibrações.

Seis personalidades típicas de vampiros emocionais

Indivíduos que se alimentam da energia emocional dos outros são susceptíveis a manipular emocionalmente suas ‘vítimas’ para atingir seus objetivos. Muitas vezes eles se aproximam das pessoas ao seu redor para externar a sua negatividade e se aproveitar do poder do seu interlocutor.
Além disso, uma vez que descarregam seus pensamentos e emoções negativas, eles deixam a cena e se preparam para encontrar outra pessoa para descarregar o seu desconforto.

Empatia zero

Vampiros emocionais se caracterizam por ter muito pouca empatia. Se mostram claramente egoístas ao usar a presença de outra pessoa para esvaziar toda a sua negatividade acumulada, não se importando que isso possa gerar desconforto e angústia  para o seu interlocutor. Eles não se colocam no lugar do outro.
Embora tenham certos aspectos em comum, vampiros emocionais podem assumir várias formas. É por isso que segmentamos um total de sete personalidades típicas de pessoas que roubam o seu otimismo.

1. Personalidade exigente

Não só se encarrega de apontar suas falhas como também contraria tudo o que você faz ou diz. O seu objectivo principal é fazer você se sentir inferior a ele. Você está sempre errado e ele sabe a verdade de tudo. Além disso, se você questionar a sua atitude, o normal é que ele se justifique dizendo que “só quer o melhor para você.”
Se você ficar perto dessa pessoa por algumas horas vai notar que muito do que ela diz são críticas e mais críticas. Nada parece certo, desde coisas banais como o último filme que você viu ou a série de televisão que está na moda, até as suas idéias, seus gostos ou o seu comportamento.
Este tipo de vampiro emocional é tão intransigente que acaba sendo irritante e pode levá-lo a um estado emocional terrível. Tenha cuidado para não se infectar e começar a criticá-lo também!

2. Personalidade pessimista

O vampiro emocional também pode assumir a forma de pessimista inveterado. Sempre vê a vida com o copo meio vazio, tudo parece negativo e você vai sofrer horrores para convencê-lo de que está sendo pessimista demais … porque ele sempre prepara um contra-argumento que “prova” que a existência não vale a pena.
Se você conviver com este tipo de pessoa, pode acontecer de você acabar se convencendo de que a sua visão das coisas estava errada e se tornar também uma pessoa pessimista, negativa e sem esperança de melhoras.

3. Personalidade catastrófica

Os vampiros emocionais também podem ser alarmantes. Esta personalidade leva o pessimismo ao extremo, para eles qualquer fato ou situação leva a uma escala apocalíptica.
Seus tópicos de conversação favoritos se referem a catástrofes e matanças que ouviram nos programas de notícias ou mesmo desastres que não ocorreram, mas que na sua opinião, acreditam que poderiam acontecer.
Este tipo de vampiro emocional acredita firmemente que a vida se resume a enfrentar uma longa lista de perigos iminentes e infortúnios. Se você tiver a infelicidade de conviver com alguém assim, vai logo perceber que se sente exausto com frequência e, na pior das hipóteses, pode começar a incorporar algumas de suas paranóias.

4. Personalidade vitimista

É aquela típica pessoa que não para de reclamar sobre tudo o que acontece. Indiferente se as coisas estão indo bem ou mal, ela sempre encontra razões para se queixar e se fazer de vítima.
Em uma pessoa vitimista é muito difícil de encontrar apoio emocional, pois ela sempre vai acreditar que seus problemas são muito mais importantes do que os seus. É provável que você note que o vitimista quer que você faça um download de todos os seus problemas quando ele fala, mas raramente se mostra aberto para ouvir e oferecer apoio quando é você quem precisa falar dos seus problemas pela ele.

5. personalidade agressiva

São pessoas que reagem violentamente sem motivo. Se você dizer ou fazer algo que não lhes parece bom como, por exemplo, um gesto mal interpretado ou por um comentário fora de contexto, isso poderia ser o suficiente para acender a sua fúria.
Suas reações são desproporcionais, de modo que pode ser um problema grave se você não tiver cuidado com o que faz ou diz. É claro que conviver com uma pessoa que o obriga a calcular milimetricamente tudo o que você faz ou diz não é positivo para a sua saúde mental. E, escusado será dizer, que você vai se sentir esgotado após dez minutos de conversa com o vampiro emocional agressivo.

6. Personalidade sarcástica

Esta é a personalidade de um vampiro emocional especialmente irritante. A pessoa sarcástica adora jogar ironias sobre você, dardos envenenados, e ao mesmo tempo se proteger atrás da leveza de uma “simples brincadeira.” Assim, ninguém pode culpá-lo por ser rude, porque “era apenas uma piada”.
Embora, às vezes, as suas observações possam ser engraçadas e espirituosas, a verdade é que muitas vezes excedem os limites do respeito e são cruéis para outras pessoas. Se você estiver muito exposto a uma pessoa que faz comentários sarcásticos e cortantes sobre você, isso pode acabar com a sua auto-estima. Além disso, é cansativo. É como um soldado isolado em território inimigo: você só pode rezar para que as bombas não caiam sobre você.

Como os vampiros emocionais se comportam?

Vampiros emocionais se aproveitam de dois elementos para começarem a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam: Tempo e proximidade. É preciso que consigam ​​definir certos laços emocionais e de amizade com a outra pessoa. A partir daí, basta tirar proveito de suas fraquezas.
Por isso é muito difícil manter um bom estado emocional se o vampiro emocional é uma pessoa que faz parte do nosso círculo interno: família, amigos ou cônjuge. Quando mais próxima for a relação, mais ela vai lhe causar efeitos nocivos.

O vampiro emocional sabe como escapar

Normalmente, o vampiro emocional tenta humilhar ou desqualificar os outros, mas muitas vezes se escondem atrás de justificativas e pretextos para demonstrar o seu ponto de vista e ”provar” para os outros como é bom.

Alguns vampiros podem não estar cientes de que estão roubando a sua energia emocional

No entanto, é claro que podem haver casos em que a personalidade do vampiro emocional não é experimentada conscientemente. Alguns vampiros emocionais não são capazes de perceber que se comportam assim, e não estão cientes dos efeitos negativos de suas ações sobre as pessoas ao seu redor.

As causas do comportamento vampírico

Às vezes não percebem que o seu comportamento pode ser causado por situações ou eventos traumáticos que viveu anos atrás (ou talvez também por imitar comportamentos e atitudes  disfuncionais que viu em seus pais), e o produto disso é que suas relações com outras pessoas é influenciada por esses mecanismos de defesa que foram adquiridos e consolidados como parte de sua personalidade.

Cabe a você avaliar se o vampiro emocional merece uma segunda chance

Naturalmente, o fato de que alguns vampiros emocionais não estarem completamente cientes de que estão sugando o seu bem-estar emocional não é desculpa para irrelevar o dano que causam em você.
É uma questão de detectar o problema cedo e tomar as medidas adequadas e justas: em alguns casos, uma conversa sincera pode surtir efeito e consertar a situação. Em outros casos, a melhor solução é se distanciar deles.
Fonte: psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews.

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