sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novamente sobre Slavoj Žižek e o budismo light

O filosofo Slavoj Žižek tem um artigo sobre o crescimento do budismo no empresariado e na sociedade ocidental, de alguns anos, muito interessante. Vou encontrar para te enviar. Basicamente, o filosofo liga a visão do "Budismo light" dos meios informativos com o capitalismo. Esse é o imaginário do individuo da modernidade líquida na MATRIX da vida e do mundo do trabalho.


Vou tentar clarear isso. Você disse: "Se vivemos submersos em estímulos que nos dizem que teremos mais status, seremos mais viris, mais jovens, mais poderosos, bem sucedidos e pró-ativos se deixarmos nossa atenção se dispersar por entre os inúmeros anúncios". Isso poderia ser traduzido no processo de transformação do Ser Humano em Ser Consumidor, onde nos deixamos doutrinar (os anúncios captam a nossa atenção) pela necessidade de "algo em escassez" para uma transformação de estado e então, sermos, termos ou fazermos alguma coisa. 


A percepção dele é que dessa forma o "Budismo light" serve como um mecanismo para amenizar os efeitos prejudiciais do capitalismo e para nós (os meros mortais) serve de uma utopia, onde o capitalismo será humanizado. 


Eu concordo com o Slavoj Žižek. A minha orientadora, A Monja Ani Zamba do Budismo Tibetano, por muitas vezes me falou do Shopping Center cultural. "Alguns evoluídos", assim como eu, usam técnicas de diversas abordagens e não estamos vendo um grande quadro da situação. Uma linha norteadora mais profunda é fundamental. 


Um exemplo: quando estava na Alemanha, vi entrevistas do Partido Verde alemão. Nelas falavam da evolução da segurança e da tecnologia. Havia uma mudança de crenças em processo. A energia nuclear estava começando a ser considerada segura e que o custo beneficio era válido. Agora, com a tragedia do Japão, sabe-se que o custo beneficio não vale a pena. Isso era algo que o LAMA SANTEM já tinha muito claro, muito antes do acidente nuclear. 


Esse é um grande desafio para nós. Não temos uma situação desejada clara. Pois, as utopias marxistas não nos trouxeram bons exemplos e nem as democracias conseguem resolver os problemas internos com os interesses dos grandes grupos e com os interesses dos detentores da poderosa mídia. A técnica polinésia de descoberta de ilhas poderia funcionar, mas é preciso criar uma massa critica para que todos desse grupo remem numa direção, até perceberem a presença de alguma ilha no horizonte. Então, eles fazem os ajustes para chegarem na ilha. Essa é uma tarefa para grupos organizados e não para indivíduos..

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