quarta-feira, 23 de março de 2011

A Força da Natureza versus A Estupidez Humana


JAPÃO X BRASIL em Números


Tudo pode acontecer em nove dias. Nesse prazo, encontraram os corpos de duas jovens adolescentes num terreno da Universidade Federal de Alagoas. Numa sala de aula da mesma universidade, foram rendidos os alunos e o professor, e esses tiveram seus pertences levados. No estacionamento do Campos avançado dessa Universidade, uma professora sofreu um seqüestro relâmpago e a situação não para por ái... o retrato da crise na educação, no Brasil, no mundo, na forma do ser humano pensar, se organizar e agir tem muitos exemplos.

A força da natureza ocasionou uma tragédia no Japão. A estupidez humana ocasiona uma tragédia no Brasil. Vamos demonstrar isso em números. A enorme tragédia do Japão teve até hoje 9.301 mortos e 13.786 desaparecidos. Isso faz um total de 23 mil. Só no Brasil, segundo dados do ministério da saúde em 2.005, houve 51.000 assassinatos em todo o país e 651 sequestros. Na época, se matava mais do que o dobro de pessoas por ano do que o terremoto e o tsunami no Japão. Quero ver esses números atualizados depois da praga do crack nas ruas.

Vamos agora ver uma comparação com as mortes no transito. Nos doze meses posteriores a lei seca, que entrou em vigor em 20 de junho de 2008, foram 34.859 mortes no transito, segundo o Ministério da Saúde. Isso é 12 mil mortes a mais do que o Tsunami do Japão. Em oito anos no transito do Brasil houve mais mortes do que o Tsunami de 2004, 254 mil mortes no trânsito contra 220 mil mortes no tsunami de 2004.

O que passa no Brasil é muito grave. Além de estradas e avenidas ruins e mal planejadas, falta de educação... tem muita gente sendo morta. Famílias destruídas. Qual é a razão de tamanha estupidez? Será que ninguém se interessa por melhorar esse quadro? E por que a mídia não toca no assunto? Eles repetem sem cessar as noticias do Tsunami no Japão? E a tragédia do dia-a-dia no Brasil?

Não vamos ser ingênuos. A situação é uma crise no mundo, na forma de pensar, se organizar e agir. A prova disso é que o numero de suicídios é maior do que o numero de assassinatos e guerras, segundo  Ives De La Taille ao citar dados da ONU.


Um comentário:

Hilario Seara disse...

Os indicadores são maquiados. Veja a reportagem abaixo sobre os índices de violência e o número de homicídios

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2010/12/15/noticiabrasiljornal,2077907/violencia-numero-de-homicidios-cai.shtml

Fórum Brasileiro de Segurança Pública diz que houve 43.016 assassinatos em 2009 no País e 43.635 em 2008. Uma queda de pouco mais de 1%, que especialistas consideram ''estagnação''. Governo do Rio reagiu ao estudo

Pela primeira vez desde 2004, o Brasil apresentou uma queda no número de homicídios dolosos (intencionais). A redução foi pequena, pouco mais de 1%, o que para os especialistas significa que houve uma estagnação do crescimento que estava ocorrendo em anos recentes. Os dados foram compilados no anuário da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem, em São Paulo, sendo fornecidos pela União e os Estados. A ONG faz uma comparação entre 2008 e 2009.

“O País tem uma hemorragia, conseguimos estancá-la, mas não curá-la”, afirmou o secretário-geral do fórum, o sociólogo Renato Sérgio de Lima. No ano passado, foram registrados 43.016 casos de assassinatos. No anterior, 43.635. Em um caso pode haver mais de uma vítima.

Os dados estão sujeitos à revisão, já que 15 unidades da Federação têm sistemas de divulgação considerados falhos pela ONG. Ou seja, pode haver subnotificação de crimes. O Acre, por exemplo, deixou de repassar os dados.

Menor gasto
Estado-chave no combate ao crime organizado no País, o Estado do Rio diminuiu o valor gasto com cada habitante em segurança pública. Segundo o fórum, o Rio reduziu, entre 2008 e 2009, de R$ 310 para R$ 231 a quantia desembolsada por habitante com segurança.

A redução do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB) foi de 25%: passou de R$ 4,9 bilhões para R$ 3,7 bilhões. Além do Rio, só Roraima diminuiu as despesas com segurança, 10%. Os demais estados e a União elevaram i orçamento da área.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio criticou o resultado da pesquisa, alegando que não permitia uma avaliação do todo. “Francamente, o instituto deveria ter estudado os dados antes de ter divulgado”, afirmou, numa entrevista coletiva, Cabral Filho. Segundo ele, houve uma mudança no cálculo do orçamento do Rio de 2008 para 2009, que excluiu da pasta da Segurança as despesas com pagamento de aposentadorias e pensões de policiais civis e militares e alocou o gasto para o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). (das agênciasde notícias)

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA
Números como os apresentados ontem, por mais que indiquem melhoria, não permitem qualquer postura de comemoração. O País deve continuar na busca de estatísticas condizentes com uma sociedade que se diga civilizada.

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