terça-feira, 8 de novembro de 2011

O coaching e os estilos do coachee

O coaching e os estilos do coachee

Todos nós, sem exceção, somos coachees e coachs de alguém.

Por Carlos Hilsdorf*
Não podemos imaginar o mundo corporativo sem a utilização de coaching e mentoring; práticas que se estendem cada vez mais a todos os talentos de uma organização. Todos nós, sem exceção, somos coachees e coachs de alguém, e alguns de nós atingiremos o status de mentores de outros profissionais e equipes, assim como foi conosco.
Algumas considerações básicas sobre a eficácia do coaching:
1) O bom coaching pressupõe a interação de qualidade entre um coach qualificado e um coachee comprometido com seu desenvolvimento e crescimento humano/profissional.
2) Coachs são tão mais eficazes quanto mais conhecerem e se adaptarem aos estilos de aprendizagem de seus coachees, já que cada pessoa aprende à sua maneira. Bons coachs são flexíveis e buscam o estilo, a alma do programa junto aquele coachee, ao invés de tentarem impor sempre o seu estilo.
3) O sucesso do programa depende intensamente da qualidade da interação e adequação dos canais de comunicação empregados.
4) Planejamento é a ferramenta mais poderosa para o êxito do coaching.
5) Dedicação associada à empatia são as virtudes mais necessárias ao êxito do programa.
6) Coaching se faz com o coachee, não para o coachee.
7) Coachs eficazes utilizam todos os elementos à sua disposição para construir programas interessantes, não permanecem centrados unicamente em sua experiência. Contam com a ajuda de outros profissionais, autores e coachees para aperfeiçoarem seus programas.
8) O feedback é essencial entre as partes; não apenas do coach para o coachee. Trata-se de um programa interativo, ambos precisam de feedback.
9) Não se preocupe: mesmo os coachs mais experientes cometem erros e passam por momentos de ansiedade, nervosismo e hesitação.
10) Sem avaliação não é possível completar etapas e avançar. Não há coaching na ausência de avaliação. Apenas não caia na tentação de transformar tudo em números. Relações com as pessoas são qualitativas, não apenas quantitativas.
Tenha sempre em mente que o processo de coaching jamais equivale a ouvir continuamente sua própria voz. Há momentos para falar, momentos para ouvir, e outros, essenciais, para perguntar e instigar. Coaching é interação, não somente exposição.
Há quatro estilos básicos de orientação para a aprendizagem em coaching:
1) Orientados para a atividade: motivados pelo fazer, estes coachees aprendem melhor com a interação. Exposições e explanações que os coloquem em posição passiva, não funcionam bem com eles.
2) Orientados para a reflexão: são motivados por entender em maior profundidade o que acabaram de aprender e por isso são um pouco mais lentos para entrar em ação. Primeiro digerem e refletem e só então começam a agir.
3) Orientados para a teoria: motivados para entender o universo conceitual de onde parte e se fundamenta o que estão aprendendo, são mais voltados aos aspectos intelectuais da aprendizagem. Perguntam mais e com mais frequência que os demais estilos.
4) Orientados para o pragmatismo: motivados pelos aspectos práticos, imediatamente aplicáveis daquilo que estão aprendendo.
Considere que estes quatro estilos costumam ocorrer aos pares, variando o percentual com que cada um aparece em seus coachees.
Frequentemente, você irá encontrar pessoas orientadas para a atividade e pragmáticas e, outras, orientadas para a teoria e reflexão. Estes são os tipos mais evidentes porque são complementares, mas outros tipos podem surgir e o percentual com que cada característica se manifesta, transforma toda a interação.
Lembre-se: bons coachs adequam seu trabalho ao estilo de seus coachees, e não o contrário.
Se você cruzar os quatro tipos de orientação de seus coachees com os quatro estilos de comportamento social: meticulosos (detalhistas); apoiadores (relacionais); realizadores (busca de resultados); expressivos (obtenção de status), terá descoberto um poderoso caminho para adequar suas orientações.
O comprometimento e, consequentemente, os resultados são tanto maiores quanto maior for a adequação dos estilos entre o coach e seus coachees. Identifique e foque o estilo dos seus coachees.
Reconhece-se um bom coach pelo seu legado. Sua presença permanece viva nas realizações dos profissionais que treinou e ajudou a desenvolver. Quando o processo foi realizado com excelência, traços marcantes residirão para sempre em todos os participantes.
A vida se torna muito mais rica na presença de relações de qualidade!
*Carlos Hilsdorf é autor, palestrante e pesquisador do comportamento humano. Autor do best-seller “Atitudes Vencedoras”. Referência nacional em desenvolvimento humano. www.carloshilsdorf.com.br

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