sábado, 30 de janeiro de 2010

O que é viajar? E os livros da viagem... do Capão para Olinda

A ultima noite no Capão, foi ao som do sensacional grupo de forró local: Fole do Sertão. Fui no "Galope de Olinda a Bahia", seguiu com Frevo Mulher (a musica da Andrea N.) e seguiu com as musicas de Luiz Gonzaga e algumas bem antigas do Alceu Valença, por exemplo Cavalo de Pau e Arreio de Prata.


Ultima noite. Reflexões sobre o que passou e o que viria a seguir: Maceió, Recife, Olinda e Rio de Janeiro. Como é bom viajar! Mas o que é viajar? Para mim, viajar é sair da rotina, refletir sobre a vida, percebe-la e experimenta-la em novas perspectivas. Isto é, na relação de troca com outros viajantes e lugares, entro em contato com os limites do meu modo de pensar e o meu sistema de crenças. Assim, percebo de fato os valores e crenças que regem as minhas ações e me torno mais humano.


Num novo ambiente, novos comportamentos e habilidades podem serem  exigidos, nossos valores e crenças são testados. Logo, pode ser dito que "numa viagem, olhamos para entender melhor o nosso interior". Pensando assim, eu me pergunto qual é o objetivo de viajar? Seria possível responder que eu viajo para entrar ainda mais em contato comigo mesmo? Só eu ou você mesmo pode responder a essa pergunta.




Tanto as viagens, como os livros nos colocam em contato com o desconhecido. Isto é bem claro Na volta ao mundo em 80 dias. O Lorde Phileas Fogg retorna outra pessoa, menos esnobe, mais humilde e de bem com a vida. Isso significa  que ele reencontrou a paixão pela vida, como também reencontrou o homem que já tinha sido e do qual tinha se afastado em função das convenções sociais e obrigações.


Outros livros clássicos possuem uma idéia semelhante. Na Odisséia de Homero, Ulisses inicia uma aventura de retorno para casa após a guerra de Troia. Em os Lusiadas, é o Vasco da Gama que se aventura. Para começar a citar os viajantes da minha viagem para o Capão, transcrevo as palavras de Goethe:


"Sábio é aquele que consegue criar, para seu uso, raízes e asas, essas duas maravilhosas possibilidades humanas."
O primeiro viajante foi descoberto por um psicologo - o João. Ao modo alemão de ser, estava ele, lendo, sozinho sentado na margem de uma trilha, longe de tudo e de todos quando o João o abordou.
 
Pela imensa capacidade de comunicação e não saber ficar calado, foi logo feita a assosciação ao personagem amigo do Schrek (ver foto). O PH mora no capão e já caminhou por meses pela Bahia. Se for fazer trilha, leve uns livros para ele e convide-o para participar do seu grupo de trilha. Ele gosta de ler o Evangelho, Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, Rubem Alves entre outros. Qualquer contribuição para o jovem PH será muita gentileza. Incentive a cultura.





O João carregava o Sagarana do Guimarães Rosa. Por coincidência, eu vi dois exemplares, um com o Daniel e o outro na Pousada CASA DE PEDRA, do Som e o Sentido do José Miguel Wisnik que é especialista no Guimarães Rosa. A TV Cultura tem um programa maravilhoso com ele dando vida aos contos do Guimarães Rosa.

O Fabio lia o Assim falou Zaratrusta do Nietzsche e ficava "louco" com a metralhadora verbal e a fé do PH - o burro falante. Como é bom viajar e ler. Novos mundos para conhecer.






 
Assim Falou Zaratustra (em alemão Also sprach Zarathustra) é um livro escrito entre 1883 e 1885 pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume.

O livro narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se auto-nomeou Zaratustra após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das idéias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia, freqüentemente satirizando o Novo testamento.
O centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem". O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.
Amplamente baseado em episódios, as histórias em Zaratustra podem ser lidas em qualquer ordem. Mas aconselha-se que se leia em ordem, para melhor entendimento.
A razão pela qual o livro possui uma linguagem, por muitos interpretada como difícil, é que o conhecimento é algo que só pode vir de dentro - Por exemplo, no lugar de Zaratustra falar "O homem deve ser superado!", Nietzsche faz com que o leitor em si chege a essa conclusão; Como resultado, é uma forma de escrita, de comunicação mais eficaz do que a tradicional linguagem clara e de facílimo entendimento.
Zaratustra contém a famosa frase "Deus está morto", embora esta também tenha aparecido anteriormente no livro Die fröhliche Wissenschaft (A Gaia Ciência) de Nietszche.
Os dois volumes finais não terminados do livro foram planejados para retratar o trabalho missionário de Zaratustra e sua eventual morte
Isaac Asimov
Nesse ritmo, visitei a Livraria Cultura do Recife e passei 6 horas me deliciando com livros. Encontrei a trilogia Fundação de Isaac Asimov e a Viagem Fantástica 2, onde um submarino microscópico viaja para o cérebro de um ser humano. Essa é a metáfora da viagem para a mente do ser humano. Isso me lembrou do final do filme 2001 - uma odisséia no espaço, onde após conquistar o fogo e em seguida o espaço, o homem se ver a si mesmo como o próximo passo a ser conhecido.

Ainda inspirado, acabei por adquirir o "Crepúsculo dos ídolos". Esse foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou - numa das cartas acrescentadas em apêndice a esta edição - como um aperitivo, destinado a "abrir o apetite" dos leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a sua obra, e ao mesmo tempo uma "declaração de guerra". É com espírito guerreiro que ele se lança contra os "ídolos", as ilusões antigas e novas do Ocidente: a moral cristã, os grandes equívocos da filosofia, as idéias e tendências modernas e seus representantes. De tão variados e abrangentes, esses ataques compõem um mosaico dos temas e atitudes do autor: o perspectivismo, oaristocratismo, o realismo ante a sexualidade, o materialismo, a abordagem psicológica de artistas e pensadores, o antigermanismo, a misoginia. O título é uma paródia do título de uma opera de Wagner, Crepúsculo dos deuses. No subtítulo, a palavra "martelo" deve ser entendida como marreta, para destroçar os ídolos, e também como diapasão, para, ao tocar as estátuas dos ídolos, comprovar que são ocos.
Agradecimentos: Wikipedia e Mussak

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