terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Racionalidade dos nossos dias

Charles Darwin tinha uma máxima. Eu agora uso-a com as minhas palavras. Anotar detalhadamente as criticas sobre o trabalho e assim tornar a teoria e prática mais consistente.

Por isso, entrei nessa fase filosófica. Procuro uma base teórica para alicerçar o meu pensamento e alinhar com a minha ação. Existem profissionais e técnicas muito boas e outras tantas oportunistas. As pessoas estão muito carentes num mundo onde existe informações em demasia e pouca consistência. Os valores, critérios se tornaram tão difusos, que é preciso criar critérios para escolher critérios.

A sociedade imprimi um ritmo aos indivíduos. Estes por sua vez agem, mas sem refletir de fato, acabam perpetuando as crenças aceitas como se fossem verdade. Por exemplo: um dos problemas dos meus clientes é a idéia atormentadora da Qualidade de vida, de Relação Amorosa e de Trabalho, juntamente com a crença no Crescimento Continuo. Isso significa simplesmente que o individuo ao invés de apreciar o momento - o aqui e agora - por exemplo, a sua relação amorosa, fica pensando em como conseguir ainda melhora-la ou com a atenção focada em encontrar e resolver probleminhas. Logo, a pessoa não vive e não celebra a vida.

E ainda pode o fantasma do mercado atormentar, sempre vai haver uma pessoa mais interessante, bonita, carinhosa ou inteligente do que a pessoa ao nosso lado. O excesso de pensamentos atormenta e destrói a relação. A pergunta repete-se incontáveis vezes: Será que eu seria mais feliz com uma outra pessoa? Eu fiz a escolha certa?

Por um lado os valores tornaram-se difusos, por outro o excesso de valores bombardeia os indivíduos. Estes, por sua vez, acabam por não ouvir a sua voz interna e ou não sentir o seu coração, sendo atraido para alguma jornada consumista, sem ingressar no próprio caminho de individuação. Cada vez mais afastam-se da alegria intima de ser, ter e fazer e dos seus próprios valores internos. A vida segue segundo preocupações alheias e o indicador de vidas desperdiçadas cresce continuamente.

Objetivo dessa pesquisa é identificar essas crenças tidas como verdades e verificar qual de fato é o nosso momento. Logo, uma idéia utópica vem a minha mente: Libertar o individuo das amarras do passado e das crenças e costumes limitadores do presente. Essa idéia é bem pomposa, mas na prática não significa nada. O importante é, para mim, contribuir para o desenvolvimento da capacidade de refletir e sentir. Assim possibilitar a cada individuo responder a pergunta ao seu próprio modo:
- O que eu estou fazendo da minha vida?
- Em que estou transformando aquilo mesmo que eu sou?

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